Poemas

Gardênia

Bem vinda solicitude, amor ao próximo, vida em beatitude, expressão do máximo. Benquista a sua presença, símbolo de beleza e candura, alegria da mão e sua sentença, levar a todos, do mel, a doçura. Bem-vinda aquela que desvanece a dor, cujo sorriso acalma e aplaca a saudade, que silencia, no meu peito, a ansiedade. Benquista

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Porteiro da Lua

Olhar a lua, em noites claras, sentir que o reflexo tem a dignidade do reconhecimento, que o lado obscuro da lua enfeita a imaginação, recende mistério de quem, do peito, não recata o plexo. José Francisco, Francisco, Chico, Chiquinho, Quinquinho, Homem-menino, olhar distante, vago, sonhando com um mundo de leis próprias, que do sol retribui

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Ser criança

Há coisas tão delicadas e seres tão amados, há tempo de alegria infantil e sorriso aberto, humores sutis e melodias eternas. Mudam o significado e as possibilidades. Quem encarnava paixão é passado, vale como enfática memória desprovida de poder e de ação. O mal não me alcança, quando retorna meu ser criança.

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Ouro Preto

Ouro Preto, sua riqueza é pó de ossos e de gente, histórias de Aleijadinho e Ataíde, ladeiras engrossando filas em romarias, noites com clarões e vozes rogando perdão dos pecados cometidos no claro-escuro das telhas coloniais. Pernas cruzadas para que te quero! Na subida se deixam as fraquezas ao chão, franquezas que escorrem como enxurrada

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