A linguagem da morte,
lassa e urgente,
veste e desnuda o cadáver e seus parentes
durante mesmo o velório,
como sempre aconteceu,
ainda antes da história,
bem antes de se criarem ritos e sacramentos.
A linguagem da morte
tem duração de um instante além da vida,
embora se lhe escute convocar todos os dias seus escolhidos.
Na linguagem que nos diferencia
encontra-se o projeto de nossa tragédia,
a identidade que ela expressa
distingue e entrega
inexoravelmente ao bem e ao mal.
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É a hora, última, de se distinguir a entrega, pelo livre arbítrio, ao bem ou ao mal durante a vida terrena.
Você, Bruno, é um privilegiado.