O escuro aquecido deste lugar é minha eternidade,
mas algo me força e expulsa.
Já não há aquecimento terno e agradável,
mas frio e algo difuso que me incomoda.
Tenho olhos e não sei como funcionam,
apenas sei estar atordoado
e gritar é tudo que posso.
Águas passam por mim
e uma secura trinca minha pele.
Preciso de proteção e de saciedade,
aconchego e o som musical de uma voz tão íntima.
Somente sei que estou entre movimentos
de pessoas mecanicamente treinadas,
mas um repente me arrebata de toda estranheza
e as únicas coisas a que estou habilitado são
uma rústica comunicação e a disposição de sobreviver.
Em seus braços me aqueço,
sinto conforto e recebo tudo de que preciso:
amor e alimento.
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Que lindo, Bruno! Parabéns!