Havia em Miraci, e se pode comprovar em fotografias e pequenos filmes, uma elegância que não era daqui, era para todo lugar onde estivesse. Uma languidez que lembra momentos de solidão é o domínio dos sentimentos disrítmicos e de desconexão que me ocorrem.
O menino que fui admirava a pequena e retorcida árvore, os frutos pendentes, no quintal, enquanto Miraci vigiava o menino que disfarçava admirar a árvore para estar mais próximo. Uma das mais antigas memórias de infância, quando o mundo era a segurança que o conjunto transmitia.
Hoje acordei com o fragor de flores tristes expandindo perfumes em procissão, mas também com a sensação calma que sentia na casa da Rua Campista, uma atração pelo intocável passado que uso para trazer novamente ao presente a percepção macia de sua presença.
Com Deus está Miraci. Peço que me aguarde junto com Átila e Juraci.