Vazio e soberbo
Saber sem acreditar é tão vazio e soberbo, parece o homem tinir e toar que seu finito é realizado esmero, retilínea razão de alguém que vive em desespero.
Saber sem acreditar é tão vazio e soberbo, parece o homem tinir e toar que seu finito é realizado esmero, retilínea razão de alguém que vive em desespero.
A linguagem da morte, lassa e urgente, veste e desnuda o cadáver e seus parentes durante mesmo o velório, como sempre aconteceu, ainda antes da história, bem antes de se criarem ritos e sacramentos. A linguagem da morte tem duração de um instante além da vida, embora se lhe escute convocar todos os dias seus
Linguagem da morte Read More »
O escuro aquecido deste lugar é minha eternidade, mas algo me força e expulsa. Já não há aquecimento terno e agradável, mas frio e algo difuso que me incomoda. Tenho olhos e não sei como funcionam, apenas sei estar atordoado e gritar é tudo que posso. Águas passam por mim e uma secura trinca minha
Bem vinda solicitude, amor ao próximo, vida em beatitude, expressão do máximo. Benquista a sua presença, símbolo de beleza e candura, alegria da mão e sua sentença, levar a todos, do mel, a doçura. Bem-vinda aquela que desvanece a dor, cujo sorriso acalma e aplaca a saudade, que silencia, no meu peito, a ansiedade. Benquista
A hora, que de despertar era, para alguém se revelou espantosa. No compasso de nossa espera, uma alegria suave, saborosa. Deitada em um cantinho, não reclamava, apenas aguardava. Como se fosse um embrulhinho de sopro celestial, nos encantava. Não fosse seu carinho, menina meiga e dengosa, Pedregoso seria nosso caminho. Com presença majestosa, completa a
Menina do amanhecer Read More »
Flor de maracujá, nasceu roxinha, logo criou seu lugar com sorriso de criancinha. Menina em flor. De único olhar, transbordante de amor, viveiro do meu sonhar. Aceita esta declaração, alegre e sem temores, como oferenda em canção. Bela menina em botão, não deixe jamais que dúvidas invadam seu coração.
Olhar a lua, em noites claras, sentir que o reflexo tem a dignidade do reconhecimento, que o lado obscuro da lua enfeita a imaginação, recende mistério de quem, do peito, não recata o plexo. José Francisco, Francisco, Chico, Chiquinho, Quinquinho, Homem-menino, olhar distante, vago, sonhando com um mundo de leis próprias, que do sol retribui
O que há de tão divino e eterno que me prende ao chão, na entrada da gruta que se abre como um janelão e sugere que entre para provar que há vida na escuridão!? Vejo, na abertura que se oferece, um reflexo aquoso que revela parte do que há para dentro, um som de paz,
Há coisas tão delicadas e seres tão amados, há tempo de alegria infantil e sorriso aberto, humores sutis e melodias eternas. Mudam o significado e as possibilidades. Quem encarnava paixão é passado, vale como enfática memória desprovida de poder e de ação. O mal não me alcança, quando retorna meu ser criança.
Ouro Preto, sua riqueza é pó de ossos e de gente, histórias de Aleijadinho e Ataíde, ladeiras engrossando filas em romarias, noites com clarões e vozes rogando perdão dos pecados cometidos no claro-escuro das telhas coloniais. Pernas cruzadas para que te quero! Na subida se deixam as fraquezas ao chão, franquezas que escorrem como enxurrada