Quero o fulgor de uma natureza
em que o branco e o preto não sejam cores dominantes,
senão nas noites, na lua e nas nuvens.
Quero os azuis, do olhar e o celeste,
faiscando brilhantes, tristes e pacíficos,
enxergar o leito de pedras ou ser impedido
pela impetuosidade de águas movimentando
o barro no fundo dos rios.
Quero o verde e as cores das folhas e flores,
depois do outono e do inverno,
onde não houver cidade ou ciência,
apenas encantamento,
como lanternas chinesas, certas orquídeas,
a gitirana e o lírio da caatinga,
fazendo pensar em delícias escondidas.