Fotografia inesperada
O que vejo na fotografia inesperadaé como deveria ser a mulher amada,tal como por ela não sonhada, mas como por mim reverenciada.
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O que vejo na fotografia inesperadaé como deveria ser a mulher amada,tal como por ela não sonhada, mas como por mim reverenciada.
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Sempre guardei a capacidade de reservar,de voar, absorver tudo de male uma vida em aporia.Sei que com isso me coloquei vulnerávela todos que digam que passei meus dias em fuga,que deixei a amada a descoberto de proximidade e companhia,senão em momentos esparsos,no intervalo de algum dia. Sou o que dizem, pensam ou interpretam de mim,que
Tudo no mundo acontecena velocidade humanamente pretendida,menos o amor das mães pelos filhos. Todos os homens fazem,com pressa ou vagar,no limite da exigência ou da experiênciado que se deseja sondar,menos estar ao lado da mulher cobiçada e amar. Homens amam mulheres, que amam seus filhos.Mulheres choram por filhos, que deixaram suas casaspor amar outras mulheres,
Do alto da serra,gritei e não havia ninguém para ouvir,somente o vento batendo nas folhase nos troncos das árvorese respondendo para mim.Gritei novamente,tentando retribuir,e não havia ninguém para ouvir,somente os bichos seguindo suas vidas,independentes de mim. Mergulhei em um lagoe o silêncio tomou conta de mim,não havia ninguém por testemunhae senti que poderia morrer em
Vivi meu tempo de ser como Ismália,olhando duas luas, uma no céue outra, lânguida, espalhada pelo rio São Francisco. Nessa vida, nasci em Matias Cardosoe escrevia em Januária,havia o sobrado dos Normanhae uma ligação subterrânea com a Matriz de Nossa Senhora da Conceição,tudo como uma agradável ficção. Escrevia como Alphonsus de Guimaraens,mas minha vida não
No momento da perda do meu amor,morro brevemente.Já nada ouço, nada vejo,nenhum sentido se ativa,apenas ocorre uma espécie de esquecimento.Não há mais um “eu”,não há mais um “nós”,tudo é ignoto,tudo é luto e contrição.No momento da perda do meu amor,morro brevemente por uma eternidade.
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Os ódios vão se acumulandoe o amor, dissipado, esquecido.Fica apenas o sonambúlico,imperturbável, falso pequeno mal,quase inconsciência.Não há mais amor,não há mais nem vontade,apenas repetição, exaustão, frieza,medo de que alguém diga: – Acabou!
Como é raro esse sorriso,essa arte dos seus paisque não há quem repitae nem acidente que edite. Como é rara a pessoa,que não há no universooutra terra que abrigue,outro sol que ilumine. Como é raro o que se estendee entende os confins do que existee forma uma discreta mensagem. Nada que tenha valor, tudo tão
A felicidade, o que é?É ambulante, transitória,frivolidade ou essencial,real ou ilusória? Quem me conta ser felizem sua própria história,tem no que diz um afagoao que falta em sua memória? Diga-me quem lê o texto sagrado e ora,fazendo-o de imediato e sem demora:houve, com a perda experimentada, felicidadena cruz para redimir a humanidade? A felicidade, afinal, o que é,senão
Toda vez que me dizes:- Estás a me perder assim!!!Sei que perdi há tempos.Toda vez que me dizes:- És egoísta, não compartilhas teus amigos a mim!!!Sei que perdi e que não há mais ocasião.Toda vez que dizes:- Procuro alguém que complemente meu dia do início ao fim!!!Sinto que mal sou teu presente, fui teu passado,mas