O olho e a lente
A lente existe para o olho. Não importa quantas vezes aumente o objeto, sempre estará condicionada ao que o olho humano pretende e consegue enxergar através dela.
A lente existe para o olho. Não importa quantas vezes aumente o objeto, sempre estará condicionada ao que o olho humano pretende e consegue enxergar através dela.
O mundo existe, wittgensteinianamente, para aqueles que o enxergam instantâneo, como uma fotografia, apenas no momento do pensamento; não antes; não depois. Por isso a sensação de nunca ter existido e de não haver continuidade, antes ou após o momento.
Se fôssemos todos moral e eticamente perfeitos, escolheríamos sempre fazer o que é correto? O correto a fazer, diante de toda avaliação moral e ética possível, será sempre consensual ou haverá possibilidade de mais de uma resposta válida e correta para a mesma indagação, necessidade ou situação controversa? Mesmo a unidade moral e ética permite
O erro é inerente ao humano, pode ser proposital ou acidental, por ignorância ou por interpretação imprecisa; por desespero também se erra. Mas o erro culto é diverso do erro ignorante, não se dá por incompreensão ou por incapacidade de cognição, porém por incorreção na interpretação da hipótese e falseamento da verdade. Até nos erros
A felicidade, o que é?É ambulante, transitória,frivolidade ou essencial,real ou ilusória? Quem me conta ser felizem sua própria história,tem no que diz um afagoao que falta em sua memória? Diga-me quem lê o texto sagrado e ora,fazendo-o de imediato e sem demora:houve, com a perda experimentada, felicidadena cruz para redimir a humanidade? A felicidade, afinal, o que é,senão
É meu hábito um passeio à tarde, aos sábados e domingos, sentar-me à mesinha de uma cafeteria, tomar um cappuccino demoradamente, ler um livro, ausentar-me do ambiente, pensar na vida e naquilo que verdadeiramente importa. Desta vez ocupei-me do que se passou nos últimos cinquenta anos, desde que deixei meus primeiros amigos na experiência da
Toda vez que me dizes:- Estás a me perder assim!!!Sei que perdi há tempos.Toda vez que me dizes:- És egoísta, não compartilhas teus amigos a mim!!!Sei que perdi e que não há mais ocasião.Toda vez que dizes:- Procuro alguém que complemente meu dia do início ao fim!!!Sinto que mal sou teu presente, fui teu passado,mas
A política não consiste em impor universalmente a Verdade (ou em impor a verdade universal). Ela consiste em ajudar a escolher o melhor de um modo diferenciado. Essa é a enorme sutileza, mas também a enorme objetividade de um relativismo consequente” (Barbara Cassim, Elogio da Tradução, tradução Simoni Christina Petry e Daniel Falkemback, São Paulo:
O que anima a noite é a ideia de morrer,o consolo de não acordare evadir-me desse mundo,tudo encerrando em um segundo. O que desespera pela manhãé a inevitabilidade de viver mais um diasem me despedir da noite, minha amiga,quando o momento sonhado era final. Um único olhar seu bastariapara encerrar essa contenda da noite com
Pessoas prezam imagens de si, mais do que si mesmas, em sociedades de aparência. Nesse tipo de sociedade, os ritos são formais, esquecido seu significado fundante, e a formalidade dos ritos assegura a frágil permanência de um modelo de vida em coletividade desgastado, corroídas as relações em seu significado. Tudo procria aparência e nada é