Fotografia
Lembrança para sempre. Saudades da infância, um passado feito presente.
Cultura é porosidade, Drummond itabinaramente confidencia, de incertos limites, filtra e absorve tudo que lhe chega, faz depósitos de novidades que algum dia serão tradição. Cultura é acaso que aprisiona E obriga enxergar culturalmente. Comunicacional, humanidade é exclusividade capaz de destruição consciente, de sofisticação de métodos de destruição consciente, de reproduzir a própria destruição de
Procuro uma língua pura, língua de imagens e sentimentos, que comunique beleza em toda textura, tão pura que sirva a minhas intenções chaveadas em massa que beija seus lábios grandes, tão grandes que se amoldam a minha boca e um beijo íntimo seja tal que jamais faça, na originalidade e na repetição à eternidade, sua
A natureza tem uma linguagem que cicia, recebe e devolve em murmúrio tudo que se pronuncia. Disseram as meninas-moças uma tempestade em tarde vazia, sussurrou a natureza uma oração como igual não havia. Eu, absorto, tudo via, em devaneio, longe, admirado, menino, nada compreendia. Ainda bailando, dos corpos se desprendia o sabor do mar que
Alvura de intenção reversa, que já não posso pronunciar, síntese do desejo interdito e da realização inenarrável, senão por imagens que pensam e falam melhor do que palavras cismarentas e dúvidas impeditivas, não do pensamento, porém da expressão e da intenção. É tanto o que me proíbe o soneto, por erótico demais para certos olhos
Palavra de pecado, fado interdito Read More »
O escritor ficcionista mente, e o faz tão habitualmente quanto é possível mentir para fazer do leitor um crente. Mas o leitor também mente, quando diz parta si e convincentemente, que entende o que leu apressadamente.
Se não olho em meus olhos para conhecer essa alma que empresta atributos morais à imagem que fazem de mim, a idealização desses olhos para dedicada autopercepção ocorre através da criação de algum corpo imaginário, que transformará em ícone, ou em fantasma de mim.
A angústia da busca pelo improvável diz parte de quem sou, mas não me faz inteiro. A felicidade, essa ausência curiosa que se faz presente na saudade de um tempo remoto que se só se experimenta por um instante, não me diz quem sou, apenas me angustia pelo que busco e perco no instante que
Volto meu rosto e um passado me abraça com tudo que contém, com quase nada que retenho, para repetir ao presente a jura de tornar-me ausente, de jamais retornar e de mentir a cada palavra solene. Trapaça é esporte que se pratica no dia a dia, para esquecer a dor precedente e temer que tudo
Minha exclusão é minha solidão, o indecifrável interior que deve permanecer inacessível, se quiser me manter, como a consciência recomenda e a inconsciência assegura. Sou indecifrável perante mim e me regozijo. Como uma mosca presa na garrafa, vejo o mundo sem poder tocar, sou um admirador da maravilha que vejo sem experimentar e morrerei sem