Abandono
Eu, que nem sou mais o mesmo, vivo da alcunha do que dizem que sou ou do que me desentendo por ignorar. Seu olhar me salva do mundo, durmo o sono daqueles que se vão por gosto, sabendo que o provável é não tornar.
Eu, que nem sou mais o mesmo, vivo da alcunha do que dizem que sou ou do que me desentendo por ignorar. Seu olhar me salva do mundo, durmo o sono daqueles que se vão por gosto, sabendo que o provável é não tornar.
Não cometamos o segundo pecado de culpar a moça bela por nossa infelicidade. Culpando-a, novamente sacrificamos por nossos fracassos. Não façamos isso novamente. O velho é o ramo que o jardineiro fana do limite mortal arrancado, à eternidade é lançado. Já nem homem, nem imagem ou agrado, apenas sangue e lama, caixão pranteado, agonia de
Vão chegando as nove horas. Não sei por que ainda vivo. Sou eu que me mantenho vivo ou me renovo fora de controle? Morte sob águas, onde a vida teve início, seria um fim ou um recomeço? “Temor mortis” ou “amor mortis”, uma indecisão do intérprete, não de Hart Crane, não do espírito do poeta.
O espírito do poeta Read More »
É chegado o momento em que nada mais é desejo, senão a morte. Que a morte seja bela e singela, sem prolongamentos ou espera, arrebatadora ou calma, mas que me venha, sorridente, abraçar no calor de uma noite de verão. Desejo a morte por saudade, desejo a morte por contrição, desejo a morte para resolução
Bruno Terra Dias Janeiro 2012 1 – Introdução O tema da família e da criança na República suscita considerações que estão para muito além do direito, alcançando diversas áreas, cujo conhecimento parece útil à compreensão do tipo de sociedade que formamos. Neste sentido, um panorama histórico talvez auxilie o descortino do estado atual de desenvolvimento
Breves considerações à família e à criança na República Read More »
Bruno Terra Dias Sócio Efetivo, Cadeira nº 34 Patrono: Cristiano Benedito Otoni Agradecimentos Antes de me pronunciar, gostaria de agradecer. Pois é o reconhecimento um ato de afirmação de nossa natureza gregária, quando o temos em consideração ao semelhante, mas é também ato de fé, quando o temos pelo Criador. Agradeço, portanto, a Deus, acima
Discurso proferido em 2012 I – Introdução A história dos personagens marcantes de um povo não começa pelo nascimento, mas remonta a acontecimentos inscritos na genealogia familiar e no caráter daqueles com quem conviveram e compartilharam expectativas. Cogitar dos grandes vultos que o Serro deu a Minas Gerais e ao Brasil demanda, ainda que brevemente,
Três grandes serranos Read More »
Minha querida, afasta de mim o seu amor que para ele ofereço, como presente, apenas o pior: dos olhares transeuntes, a mudez da reprovação, dos filhos e dos circunstantes, advertência e condenação. O que ofereço é morte de baixo custo, vida inglória, de sede e fome, sem paradeiro, coisa que se vê apenas no cancioneiro,
O amor que ofereço Read More »
É promessa que faço, minha Flor, pequena esperança brotada em amor, o retorno ao lugar onde se sinta bem, pátria dos seus sonhos de menina. A distância dos mais secretos quereres concebe conciliação resiliente, de saberes que sua tenra idade surpreende em conhecer e me despedaço por nunca poder agradecer. Bem sei as dificuldades de
O Rio sempre teve múltiplas cores, mas as de Rugendas são as que mais me impressionam, pela realidade e pela fantasia, sentimentos puros e elaborados, rural e urbano nascente, como sua roupa de praia sugerindo que a desvende. Um tom jamais vivo como Kandinsky, mas algo que imagino entre a areia e o mar, penetrando