Viajo e faço minha travessia,
algo que exige companhia
de um amigo indiferente e fugidio,
complexo em matemática e arredio,
revelado na pele e nos ossos,
no gesto que já foi ligeiro e alegre,
que hoje é lento, por vezes, dolorido.
O tempo foge a cada experiência.
Dele me fiz próximo, esse incompreendido.
Até quando?