Tempo movediço
O tempo é lugar movediço que nada enfrenta ou desafia, tudo envolve e supera.
O que se passa na mente que dorme comatosa terá cores de natureza ou arte? Indagação novecentana de quem soubesse dizer das cores seus contextos. De Kandinski a Paul Klee, quase não tive fôlego, sapiência racional e emocional, cores carreadas de circunstâncias a elas atribuem identidade. Benjamin, a Angelus Novus divagou em história o Anjo
Uma flor não se faz por si Uma flor se faz pela circunstância de um alter Circunstância que a faz existir Uma vida para ser reconhecida Rosa não existe por si Existe por circunstância de um alter Sem quem não seria Roseta como é Seria um alter como aqueles a quem se dedica Necessitaria da
Cultura é porosidade, Drummond itabinaramente confidencia, de incertos limites, filtra e absorve tudo que lhe chega, faz depósitos de novidades que algum dia serão tradição. Cultura é acaso que aprisiona E obriga enxergar culturalmente. Comunicacional, humanidade é exclusividade capaz de destruição consciente, de sofisticação de métodos de destruição consciente, de reproduzir a própria destruição de
Procuro uma língua pura, língua de imagens e sentimentos, que comunique beleza em toda textura, tão pura que sirva a minhas intenções chaveadas em massa que beija seus lábios grandes, tão grandes que se amoldam a minha boca e um beijo íntimo seja tal que jamais faça, na originalidade e na repetição à eternidade, sua
A natureza tem uma linguagem que cicia, recebe e devolve em murmúrio tudo que se pronuncia. Disseram as meninas-moças uma tempestade em tarde vazia, sussurrou a natureza uma oração como igual não havia. Eu, absorto, tudo via, em devaneio, longe, admirado, menino, nada compreendia. Ainda bailando, dos corpos se desprendia o sabor do mar que
Alvura de intenção reversa, que já não posso pronunciar, síntese do desejo interdito e da realização inenarrável, senão por imagens que pensam e falam melhor do que palavras cismarentas e dúvidas impeditivas, não do pensamento, porém da expressão e da intenção. É tanto o que me proíbe o soneto, por erótico demais para certos olhos
Palavra de pecado, fado interdito Read More »
O escritor ficcionista mente, e o faz tão habitualmente quanto é possível mentir para fazer do leitor um crente. Mas o leitor também mente, quando diz parta si e convincentemente, que entende o que leu apressadamente.
Se não olho em meus olhos para conhecer essa alma que empresta atributos morais à imagem que fazem de mim, a idealização desses olhos para dedicada autopercepção ocorre através da criação de algum corpo imaginário, que transformará em ícone, ou em fantasma de mim.